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Ciclotrama 142 (matupá)
EXPOSIÇÃO
Entre Elas
CURADOR
Maria do Mar Guinle
SÉRIE
ANO
2025
LOCAL
Galeria Amélie du Chalard,
Paris, França
MATERIAIS
7 Ciclotramas flutuantes
da série "flutuante"
fios de algodão cru sobre linho
DIMENSÃO
Variáveis
CREDITOS
Foto: Galerie Amélie du Chalard
SOBRE ESTA OBRA
Texto de Janaina Mello Landini
Desde tempos imemoriais, o destino dos homens sempre esteve associado ao das árvores de maneira indelével e evidente, mas hoje devemos nos perguntar sobre o futuro de uma humanidade que rompeu com esse elo.
Ninguém pode ignorar as conseqüências crescentes do desmatamento global no contexto de uma trágica perversão das relações homem x natureza. Veja a negligência da floresta Amazônica pelo atual governo brasileiro.
Essa proposta visa reviver o arquétipo da árvore, um dos símbolos mais presentes nas mitologias, tradições, religiões, proto-civilizações e que persistirá necessariamente na imaginação coletiva da humanidade.
No entanto, aqui não vemos a conexão entre o céu e a terra como nas árvores cósmicas, nem as trevas da floresta de Dante. Esta Ciclotrama é uma floresta infinita e flutuante, não toca o chão. Se conecta a um tecido acima do alcance do homem, da relação do homem. É um outro tempo, é o agora ou o tempo quase ido.
*Os Matupá são ilhas de vegetação flutuante encontradas no lagos de várzea na Amazônia central brasileira.

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