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Ciclotrama 36 (labyrinthe)
EXPOSIÇÃO
Double Je
CURADOR
Jean de Loisy
SÉRIE
ANO
2016
LOCAL
Palácio de Tóquio,
Paris, França
MATERIAIS
220 m de corda de nylon, 38 mm de diâmetro e 14.000 pregos.
DIMENSÃO
5 x 14 x 6 m
CREDITOS
Foto: Aurélien Mole
SOBRE ESTA OBRA
Texto de Jean de Loisy
Janaina Mello Landini apresentou uma de suas instalações da série Ciclotramas durante uma exposição coletiva no Palais de Tokyo, de 24 de março a 16 de maio de 2016. O trabalho dividiu o espaço com “Golden snake”, uma instalação site-specific de Mathias Kiss.
Com curadoria de Jean de Loisy e organizada com o apoio da Fundação Bettencourt Schueller, a exposição foi baseada no romance policial de Franck Thilliez, "Double Je" e explorou a relação entre arte e artesanato.
" 'Eu cometi um assassinato. Foi com a mão direita ainda coberta de sangue que o artesão Ganel Todnais se entregou à polícia. Eram 8:47 da manhã e suas mãos tremiam quando ele passou ao jovem inspetor uma adaga de aço adamascado, cujo cabo mostrava as vértebras de uma cobra. A ponta da lâmina ainda exibia os traços dos ferimentos de seu rival, o famoso Natan de Galois, cujas peças pareciam ter sido inspiradas pelas suas. Uma patrulha foi despachada para a casa da vítima. O corpo não estava em lugar algum.'
Visitar Double Je ( Duplo Eu ) significa explorar uma cena de crime especialmente concebida para esse show pelo escritor Franck Thilliez.
A trama nos permite mergulhar no universo do artesão. O conjunto reproduz uma casa e dois estúdios. Os móveis e objetos que eles contêm foram encomendados a artistas, designers e artesãos, e muitas vezes são obras-primas da concepção e execução. Essa encenação nos mergulha nas subjetividades dos personagens e convida o público a agir tanto quanto os profilers quanto os investigadores, em meio às pistas desse suspense psicológico.
Ilustrando a vida cotidiana dos personagens ou agindo como adereços, as colaborações criativas entre as disciplinas são o assunto do programa, pois são pistas que permitem resolver esse mistério de um drama sem cadáver. Mas, para isso, é necessário ter uma obsessão por detalhes como de artesãos, artistas e policiais."
Jean de Loisy
CAPÍTULO 4, Sala
LABIRINTO
Ela começou no labirinto que Ganel levara apenas alguns minutos para esboçar. Ocupou a página inteira e parecia diabolicamente complexa. Claramente, esse homem não tinha inspiração nem talento. No centro do labirinto, preso entre as paredes, um grande turbilhão escuro podia ser visto.
- O que é isso rabiscando, o Minotauro? aventurou Mélanie, para retomar o diálogo.
- O Minotauro, o Monstro, chama você como quiser. É a coisa escondida dentro de todos nós e que constantemente tenta escapar do labirinto do subconsciente. E quando ele consegue sair ...
Franck Thilliez
( extraído do texto Double Je )

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