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Ciclotrama 50 (wind)

EXPOSIÇÃO

Sea of Desire

CURADOR

Dieter Buchhart

SÉRIE

ANO

2018

LOCAL

Fundação Carmignac,
Porquerolles, França

MATERIAIS

20 m de corda de nylon
azul 24 mm de diâmetro e 4.100 pregos dourados.

DIMENSÃO

5.5 x 14 x 1.2 m

CREDITOS

Foto: Atelier Mello Landini
Foto: Marc Domage

SOBRE ESTA OBRA

Texto de Janaina Mello Landini

A Fundação Carmignac está localizada na Ilha de Porquerolles. Para chegar lá, é preciso pegar um barco e caminhar até o local do museu. A instalação Ciclotrama 50 (wind) é a primeira obra com a qual o visitante entra em contato após deixar os sapatos na entrada. A instalação desenrola-se em dois momentos. Primeiramente, reúne os objetos vistos pouco antes no porto e, em seguida, convida o visitante a descer as escadas — como se atravessasse o portal de um labirinto rumo ao que virá a seguir, tal qual o fio de Ariadne que indica o caminho: inicialmente único, mas que se bifurca em infinitas possibilidades de outros encontros na subjetividade de cada visitante. Um Ciclotrama é uma seção de um ciclo contínuo e binário, é uma estrutura esquemática com uma característica hierárquica, composta por partes interdependentes. Finalmente, o observador é oferecido pelos Ciclotramas, um local de relações rítmicas, onde a corda se expande, dividindo-se sucessivamente em 2 e 2 e 2 partes, em progressão geométrica, até a última fibra quando atinge a parede. Provavelmente, como resultado, metaforicamente, os Ciclotramas são semelhantes a estruturas naturais, como as raízes de uma planta, ramos neurais ou estruturas microscópicas, ou podem representar o mapeamento de caminhos ou movimentos individuais, criando um tipo de cartografia social, e assim por diante ... Como sabemos, o termo específico do site refere-se a uma obra de arte projetada especificamente para um local específico e que tem uma inter-relação com o local. Minha primeira inspiração vem das árvores da ilha deformadas e torcidas em formas varridas pelo vento. No passado, a ilha era ocupada ou frequentada por celtas, ligurianos, etruscos, gregos e romanos que passavam por navios de "energia eólica" e usavam a ilha como abrigo contra o mau tempo. Hoje é um porto encantador, onde os velejadores atracam nas enseadas azul-turquesa e onde as pessoas vão e voltam de barco sentindo o prazer do vento na rosto. A idéia principal do Ciclotrama é criar uma experiência física de tensão, representando redes imaginárias que definem espaços e recontam narrativas. Num primeiro momento, vemos uma corda nautica atada em torno de um gancho de amarração de mármore instalado na parede. A partir dai a Ciclotrama inicia sua expansão nas paredes e teto da escada. Num segundo momento, a corda ocupa toda a parede oposta como torcida pelo movimento do vento. Este Ciclotrama é um convite para as pessoas entrarem em um movimento imersivo de descer as escadas e depois conhecerem o museu.
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