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ABOUT | MelloLandini Sobre Baixar PORTFOLIO/CV BIOGRAFHY CURRICULUM Janaina Mello Landini (São Gotardo, MG, Brasil, 1974) vive e trabalha em São Paulo. Arquiteta de formação pela UFMG, com posterior estudo em Belas Artes na mesma instituição, articula em sua pesquisa conhecimentos da arquitetura, da física e da matemática. Sua produção, com ampla circulação internacional, abrange obras de escala íntima e instalações imersivas de grande porte. Em 2010, Janaina Mello Landini cunhou o neologismo "ciclotrama" para nomear a pesquisa central que desenvolve desde então. Nessa investigação, a artista aproxima matemática estrutural e filosofia para pensar como a unidade se vincula ao conjunto em sistemas de rede. A partir do fio, suas Ciclotramas constituem tramas cíclicas orientadas por algoritmos que incorporam as variações físicas da matéria, em diálogo com a geometria fractal. Esse sistema se molda a partir de forças como o peso, a torção, a tração e o tempo, de modo que pequenas variações e irregularidades passam a constituir a obra, que passa então a representar o fragmento de um processo contínuo e infinito. Na obra de Janaina Mello Landini, cordas que se desmembram em filamentos mínimos, fios que ocupam paredes inteiras e tramas que se expandem do plano ao volume operam como dispositivos pelos quais a artista investiga a relação entre matéria, gesto e tempo. Performances colaborativas e instalações imersivas pontuam ainda a trajetória e ampliam a dimensão participativa de sua produção. Outro destaque no corpo de trabalho da artista é a série Labirinto, composta por obras que articulam múltiplos pontos de vista a partir do deslocamento da geometria clássica para uma perspectiva descentralizada. O cetim, material recorrente na série, reflete a luz conforme a posição do olhar do espectador, em uma experiência visual de imersão contínua pelo espaço construído. Janaina realizou seis individuais na Zipper Galeria, entre elas Acorda (2026, com curadoria de Marcello Dantas, em que pela primeira vez incorpora ao vocabulário elementos como fungos, galhos, pedras, sal, carvão, musgos e potássio, Bosque Neural (2024), Espaço Preso (2022), Aqui, agora (2019), Labirinto Sintrópico (2016) e Ciclotrama 20 (onda) (2015). Realizou também as individuais internacionais Amulet, no Ilulissat Kunstmuseum (Groenlândia, 2024); Ciclotrama (retrospectiva), na Akerk (Groningen, Holanda, 2024). Em 2026, integra a retrospectiva Iris van Herpen: Sculpting the Senses, no Brooklyn Museum (Nova York), exposição itinerante que passou ainda por MAD Paris (2023), QAGOMA Brisbane (2024), ArtScience Singapura e Kunsthal Rotterdam (2025). No mesmo ano, sua obra Ciclotrama 156 (Palindrome) foi escolhida pelo músico Peter Gabriel para ilustrar "Been Undone", primeiro lançamento do projeto o\i, colocando-a ao lado de artistas como Francis Alÿs e Tomás Sarraceno. Participou da 13ª Bienal do Mercosul (Porto Alegre, 2022), da Bienal Têxtil Rijswijk (Holanda, 2017) e de mostras no Palais de Tokyo (Paris, 2016), no Domaine de Chaumont-sur-Loire (França, 2019) e mantem trabalho permanente na Fondation Carmignac (Ilha de Porquerolles, 2018). Suas obras integram coleções como MAD Paris (Coleção Nacional Francesa), Fondation Thalie (França), Foundation Carmignac (França), BIC Collection (França), MAR (Rio de Janeiro), Facebook (Menlo Park), FAMA Museu (Itu) e The Graeme and Mabie Briggs Collection of Latin American Art (Austrália). Currículo EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS 2026 Acorda Zipper Galeria, São Paulo, Brasil. 2024 Bosque Neural Zipper Galeria, São Paulo, Brasil. Amuleto Ilulissat Kunstmuseum, Ilulissat, Greenland. Ciclotrama Akerk, Groningen, Holanda. 2022 Espaço Preso Zipper Galeria, São Paulo, Brasil. Imanência Galerie Virginie Louvet, Paris, França. 2019 Aqui, agora. Zipper Galeria, São Paulo, Brasil. 2018 Aglomeração Galerie Virginie Louvet, Paris, França. 2017 Aglomeração Galeria Macca, Caglari, Itália. 2016 Labirinto Sintrópico Zipper Galeria, São Paulo, Brasil. Ciclotrama - Projeto Ocupa Coreto Museu da República, Rio de Janeiro, Brasil. 2015 Ciclotramas Galerie Virginie Louvet, Paris, França. Ciclotrama (medusa) Galeria Macca, Caglari, Itália. Ciclotrama (onda) Zipper Galeria, São Paulo, Brasil. 2011 Paisagens Desvio, Belo Horizonte, Brasil. 2010 Ciclotrama Espaço 2010, Belo Horizonte, Brasil. EXPOSIÇÕES COLETIVAS 2025 Homenagem ao 80º aniversário da ELLE Osaka, Bangkok, Paris, New York. Mar de Voltas São Paulo and Rio de Janeiro, Brasil. Sculpting the Senses Kunsthal Museum, Rotterdam, Holanda e ArtScience Museum, Singapura. Entre Elas Amelie du Chalard, Paris, França. Lixúra City squares in: Porto Velho (RO), Palmas (TO), Fortaleza (CE), Petr.polis (RJ), Rio de Janeiro (RJ), Niteroi (RJ), Paraty (RJ), São Paulo (SP), Brasil. "The Sublime Nature of Being" ICD Brookfield, Dubai, UEA. 2024 Sculpting the Senses QAGOMA, Brisbane, Australia. 2023 Sculpting the Senses MAD, Paris, França, exposição itinerante. Acorda Zipper Galeria, São Paulo, Brasil. Exposição WAVELENGTH Beijin Times Art Museum, China. Exposição WAVELENGTH Chengdu Times Art Musem, China. 2022 A Vida Entrelaçada Fondation LAccolade, Paris, França. Family Võgele Kultur Zentrum, Zurique, Suíça. 13ª Bienal do Mercosul: Trauma, Sonho, Fuga Margem do Rio Guaíba, Porto Alegre, Brasil. "The Sublime Nature of Being" ICD Brookfield, Dubai, UEA. Cajal: Uma Visão Artística Museu Pablo Grargallo, Saragoça, Espanha. Fragmentos Galerie Virginie Louvet, Paris, França. Vivant Fondation Good Planet, Paris, França. Espelho Labirinto CCBB, Brasilia, Brasil. 2021 4a edição Circular Arte Praça Adolpho Block, São Paulo, Brasil. Algoritmo Cósmico On-line Viewing Room - Zipper Galeria, São Paulo, Brasil. 2019 Ciclotrama (Matupá) Comissão Especial da Região Centro-Vale do Loire Domaine de Chaumont-Sur-Loire, França. Ciclotrama (Link) Facebook Art Programa, Menlo Park, USA. "Faux semblantes" Museu do Têxtil de Cholet, França. SP Arte Open Space Parque do Ibirapuera, São Paulo, Brasil. Campos Livres MAIF Social Club, Paris, França. Da linha, o fio Galeria do BNDS, Rio de Janeiro, Brasil. 2018 Monumental Marina da Gloria, Rio de Janeiro, Brasil. Sea of desire Fondation Carmignac, Porquerolles, França. A Coleção BIC Cent Quatre, Paris, França. 2017 Bienal de Têxteis de Rijswijk Rijswijk, Holanda. Tejidos Galeria Otros 360, Bogotá, Colômbia. O Melhor Jardim Botânico de Mentira Hamburgo, Alemanha. Um.Artista Soma Galeria, Curitiba, Brasil. 2016 Double Je Palais de Tokyo, Paris, França. Cantata Centro Cultural Minas Tênis Clube, Belo Horizonte, Brasil. Vertice Centro Cultural dos Correios, São Paulo, Brasil. 2015 Vertice Centro Cultural dos Correios, Brasilia, Brasil. “43 visões do Monte Fuji por artistas brasileiros contemporâneos” Sandra Cinto, Albano Afonso and Ateliê Fidalga Laboratório de Belas Artes, Universidade de Arte de Musashino Tóquio, Japão. 2014 Arte para Florença – Edição 5.0 Florença, Itália. Duplo Olhar Paço das Artes, São Paulo, Brasil. Entrecopas Museo Nacional, Brasilia, Brasil. Jardim de Adelicia SESC Palladium, Belo Horizonte, Brasil. 2013 32ª Arte Pará Belem, Brasil. 4º Prêmio Belvedere de Arte Contemporânea Paraty, Brasil. 72º SAAP – Salão de Belas Artes “Antonio Rodini” Araras Araras, Brasil. 2012 ®Nova Cultura Contemporanea CentoeQuatro, Belo Horizonte, Brasil. 2011 Vivo Arte.Mov Palácios das Artes, Belo Horizonte, Brasil. Quarto de Maravilhas Galeria Emma Thomas, São Paulo, Brasil. Pequenos Formatos Galeria Subterrânea, Porto Alegro, Brasil. 2010 Deserto Azul Open Studio Centro Cultural CCBB Banco do Brasil, Brasília, Brasil. The Creators Project Brazil, Vice NY Space Galeria Emma Thomas, São Paulo, Brasil.
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Conheça o trabalho da artista visual Janaina Mello Landini. Explore as séries "Ciclotramas", instalações, esculturas e obras que unem arte, matemática e física. "É na relação entre o um e o todo que a complexidade dos sistemas se revela — o trabalho opera entre desdobramento e convergência, completando-se no deslocamento do olhar de quem os observa " SAIBA MAIS "Acorda", 2026 Site-Specific Installation for solo Exhibition “Acorda” Zipper Galeria, São Paulo, Brazil. Ciclotrama 404 (fungi), 2026 Assorted yarns on linen 200 x 300 cm Ciclotrama 141 (épura), 2019 Site-Specific Installation for solo Exhibition “Ciclotrama” Zipper Galeria, São Paulo, Brazil. Ciclotrama 261 (superstrato), 2022 Assorted yarns on linen 50 cm x 50 cm Ciclotrama 50 (wind), 2018 Permanent Site-Specific Installation for group Exhibition “Sea Of Desire” Carmignac Foundation, Porquerolles, France. Rhizomatic Labyrinth, 2018 Series VI - VENICE (north) green 73 x 113cm Syntropic Labyrinth, 2016 Site-Specific Installation for solo show “Syntropic Labyrinth” Zipper Galeria, São Paulo, Brazil. Trapped Space, 2006 - 2022 Site-specific Installation for solo show “Trapped Space” Zipper Galeria , São Paulo, Brazil. "Acorda", 2026 Site-Specific Installation for solo Exhibition “Acorda” Zipper Galeria, São Paulo, Brazil. Ciclotrama 404 (fungi), 2026 Assorted yarns on linen 200 x 300 cm Ciclotrama 141 (épura), 2019 Site-Specific Installation for solo Exhibition “Ciclotrama” Zipper Galeria, São Paulo, Brazil. Ciclotrama 261 (superstrato), 2022 Assorted yarns on linen 50 cm x 50 cm Ciclotrama 50 (wind), 2018 Permanent Site-Specific Installation for group Exhibition “Sea Of Desire” Carmignac Foundation, Porquerolles, France. Rhizomatic Labyrinth, 2018 Series VI - VENICE (north) green 73 x 113cm Syntropic Labyrinth, 2016 Site-Specific Installation for solo show “Syntropic Labyrinth” Zipper Galeria, São Paulo, Brazil. Trapped Space, 2006 - 2022 Site-specific Installation for solo show “Trapped Space” Zipper Galeria , São Paulo, Brazil. "Acorda", 2026 Site-Specific Installation for solo Exhibition “Acorda” Zipper Galeria, São Paulo, Brazil. Ciclotrama 404 (fungi), 2026 Assorted yarns on linen 200 x 300 cm Ciclotrama 141 (épura), 2019 Site-Specific Installation for solo Exhibition “Ciclotrama” Zipper Galeria, São Paulo, Brazil. Ciclotrama 261 (superstrato), 2022 Assorted yarns on linen 50 cm x 50 cm Ciclotrama 50 (wind), 2018 Permanent Site-Specific Installation for group Exhibition “Sea Of Desire” Carmignac Foundation, Porquerolles, France. Rhizomatic Labyrinth, 2018 Series VI - VENICE (north) green 73 x 113cm Syntropic Labyrinth, 2016 Site-Specific Installation for solo show “Syntropic Labyrinth” Zipper Galeria, São Paulo, Brazil. Trapped Space, 2006 - 2022 Site-specific Installation for solo show “Trapped Space” Zipper Galeria , São Paulo, Brazil. "Acorda", 2026 Site-Specific Installation for solo Exhibition “Acorda” Zipper Galeria, São Paulo, Brazil. Ciclotrama 404 (fungi), 2026 Assorted yarns on linen 200 x 300 cm Ciclotrama 141 (épura), 2019 Site-Specific Installation for solo Exhibition “Ciclotrama” Zipper Galeria, São Paulo, Brazil. Ciclotrama 261 (superstrato), 2022 Assorted yarns on linen 50 cm x 50 cm Ciclotrama 50 (wind), 2018 Permanent Site-Specific Installation for group Exhibition “Sea Of Desire” Carmignac Foundation, Porquerolles, France. Rhizomatic Labyrinth, 2018 Series VI - VENICE (north) green 73 x 113cm Syntropic Labyrinth, 2016 Site-Specific Installation for solo show “Syntropic Labyrinth” Zipper Galeria, São Paulo, Brazil. Trapped Space, 2006 - 2022 Site-specific Installation for solo show “Trapped Space” Zipper Galeria , São Paulo, Brazil. Séries O trabalho de Janaina Mello Landini se desdobra em séries que, cada uma à sua maneira, constrói seu próprio vocabulário visual sem perder de vista o elemento mínimo e, a partir dele, deixa que a complexidade emerja por desdobramento, não por acréscimo. Há ali uma lógica que é ao mesmo tempo matemática, corporal e intuitiva. Não se trata de ilustrar uma ideia, mas de deixar que o próprio fazer revele a estrutura. Séries: Ciclotrama Site-specifics Labirinto Sintrópico Serie Azul Labirinto Rizomático Serie VI Labirinto Rizomático Serie VI Labirinto Sintrópico Serie Azul Labirinto Rizomático Serie VI Labirinto Rizomático Serie VI Labirinto Sintrópico Serie Azul Labirinto Rizomático Serie VI Labirinto Rizomático Serie VI Labirinto Sintrópico Serie Azul Labirinto Rizomático Serie VI Labirinto Rizomático Serie VI Labirinto Sintrópico Serie Azul Labirinto Rizomático Serie VI Labirinto Rizomático Serie VI Labirinto Sintrópico Serie Azul Labirinto Rizomático Serie VI Labirinto Rizomático Serie VI Labirinto Sintrópico Serie Azul Labirinto Rizomático Serie VI Labirinto Rizomático Serie VI Labirinto Sintrópico Serie Azul Labirinto Rizomático Serie VI Labirinto Rizomático Serie VI Labirinto Sintrópico Serie Azul Labirinto Rizomático Serie VI Labirinto Rizomático Serie VI Labirinto Sintrópico Serie Azul Labirinto Rizomático Serie VI Labirinto Rizomático Serie VI Séries: Labirinto SOBRE A ARTISTA Na obra de Janaina Mello Landini, cordas que se desmembram em filamentos mínimos, fios que ocupam paredes inteiras e tramas que se expandem do plano ao volume operam como dispositivos pelos quais a artista investiga a relação entre matéria, gesto e tempo. 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- ARTWORKS | MelloLandini
Ciclotrama, Mello Landini, Contemporary Art Talks Reproduzir vídeo Reproduzir vídeo 15:46 No Ateliê com Janaina Mello Landini Reproduzir vídeo Reproduzir vídeo 10:35 Bosque Neural - Janaina Mello Landini Reproduzir vídeo Reproduzir vídeo 06:26 Ciclotrama and its phases Reproduzir vídeo Reproduzir vídeo 01:15:12 Plano de Artista - Janaina Mello Landini Reproduzir vídeo Reproduzir vídeo 01:55 FACEBOOK OPEN ART: Janaina Mello Landini Reproduzir vídeo Reproduzir vídeo 03:09 Janaina Mello Landini : « Mon oeuvre est au service de l'expérience du lieu » Reproduzir vídeo Reproduzir vídeo 05:50 Janaina Mello Landini: The "Ciclotrama" Installation at the Domaine de Chaumont-sur-Loire Reproduzir vídeo Reproduzir vídeo 01:26 ArPa apresenta | Programa Prisma com Janaina Mello Landini da Zipper Galeria Reproduzir vídeo Reproduzir vídeo 02:13 AS CICLOTRAMAS DE JANAINA MELLO LANDINI Reproduzir vídeo Reproduzir vídeo 01:30:49 LeroLero com Janaína Mello Landini Episódio 5 – Temporada 2
- TODAS AS CICLOTRAMAS | MelloLandini
"Explora as estruturas invisíveis que conectam todos os sistemas vivos — de deltas de rios a redes neurais — por meio de esculturas monumentais de corda que se desdobram em formas orgânicas e ramificadas." Em breve "Acorda", 2026 Site-Specific Installation for solo show “Acorda” Zipper Galeria, São Paulo, Brazil. Ciclotrama 404 (fungi), 2026 Assorted yarns on linen 200 x 300 cm Ciclotrama 141 (épura), 2019 Site-Specific Installation for solo show “Ciclotrama” Zipper Galeria, São Paulo, Brazil. Ciclotrama 261 (superstrato), 2022 Assorted yarns on linen 50 cm x 50 cm Ciclotrama 50 (wind), 2018 Site-Specific Installation for the group show “Sea Of Desire” Foundation Carmignac, Porquerolles, France. Labirinto Rizomático, 2018 Série VI - VENICE (north) verde 73 x 113cm Labirinto Sintrópico, 2016 Site-Specific Installation for solo show “Labirinto Sintrópico” Galeria Zipper, São Paulo, Brazil. Espaço Preso, 2006 - 2022 Site-specific Installation for solo show “Espaço Preso” Galeria Zipper, São Paulo, Brazil. "Acorda", 2026 Site-Specific Installation for solo show “Acorda” Zipper Galeria, São Paulo, Brazil. Ciclotrama 404 (fungi), 2026 Assorted yarns on linen 200 x 300 cm Ciclotrama 141 (épura), 2019 Site-Specific Installation for solo show “Ciclotrama” Zipper Galeria, São Paulo, Brazil. Ciclotrama 261 (superstrato), 2022 Assorted yarns on linen 50 cm x 50 cm Ciclotrama 50 (wind), 2018 Site-Specific Installation for the group show “Sea Of Desire” Foundation Carmignac, Porquerolles, France. Labirinto Rizomático, 2018 Série VI - VENICE (north) verde 73 x 113cm Labirinto Sintrópico, 2016 Site-Specific Installation for solo show “Labirinto Sintrópico” Galeria Zipper, São Paulo, Brazil. Espaço Preso, 2006 - 2022 Site-specific Installation for solo show “Espaço Preso” Galeria Zipper, São Paulo, Brazil. "Acorda", 2026 Site-Specific Installation for solo show “Acorda” Zipper Galeria, São Paulo, Brazil. Ciclotrama 404 (fungi), 2026 Assorted yarns on linen 200 x 300 cm Ciclotrama 141 (épura), 2019 Site-Specific Installation for solo show “Ciclotrama” Zipper Galeria, São Paulo, Brazil. Ciclotrama 261 (superstrato), 2022 Assorted yarns on linen 50 cm x 50 cm Ciclotrama 50 (wind), 2018 Site-Specific Installation for the group show “Sea Of Desire” Foundation Carmignac, Porquerolles, France. Labirinto Rizomático, 2018 Série VI - VENICE (north) verde 73 x 113cm Labirinto Sintrópico, 2016 Site-Specific Installation for solo show “Labirinto Sintrópico” Galeria Zipper, São Paulo, Brazil. Espaço Preso, 2006 - 2022 Site-specific Installation for solo show “Espaço Preso” Galeria Zipper, São Paulo, Brazil. "Acorda", 2026 Site-Specific Installation for solo show “Acorda” Zipper Galeria, São Paulo, Brazil. Ciclotrama 404 (fungi), 2026 Assorted yarns on linen 200 x 300 cm Ciclotrama 141 (épura), 2019 Site-Specific Installation for solo show “Ciclotrama” Zipper Galeria, São Paulo, Brazil. Ciclotrama 261 (superstrato), 2022 Assorted yarns on linen 50 cm x 50 cm Ciclotrama 50 (wind), 2018 Site-Specific Installation for the group show “Sea Of Desire” Foundation Carmignac, Porquerolles, France. Labirinto Rizomático, 2018 Série VI - VENICE (north) verde 73 x 113cm Labirinto Sintrópico, 2016 Site-Specific Installation for solo show “Labirinto Sintrópico” Galeria Zipper, São Paulo, Brazil. Espaço Preso, 2006 - 2022 Site-specific Installation for solo show “Espaço Preso” Galeria Zipper, São Paulo, Brazil.
- Ciclotrama 27 (bleu) | MelloLandini V02
Ciclotrama 27 (bleu), 2015 500cm x 250cm x 320cm 30 m of blue nylon rope 32mm diameter and 2.484 nails. Galerie Virginie Louvet , Paris, France. Site-Specific Installation for solo show “Ciclotramas” Photo: Emilie Mathé Nicolas Ciclotramas. Texto: Diane Der Markaian Ciclotramas. Text: Diane Der Markaian “Pegue uma corda e comece a desenrola-la. Desdobrando e desfazendo suas partes, muitas vezes, subdividindo os grupos fios em unidades cada vez menores e assim por diante. Continue a libertar esses impressionantes milhares de fios da sua trama original. Remova-os do seu peso e massa. E ao fim, o que temos? Um fio: uma indivisible unidade. É através dessa desconstrução que a artista brasileira Janaina Mello Landini procura uma forma conectar os fios de nylon, dipado ou algodão das cordas que ela desfaz para enfim refaze-las. Desde 2010, esta lógica tem sido o coração da sua serie entijucada Ciclotrama. Uma palavra que ela inventou e que pode ser definida como: uma trama construída a partir de uma sucessão de ciclos contínuos que poderiam tender a infinito. A evolução do seu trabalho atesta a complexidade da técnica em perpétua renovação, colocando de lado a aparente facilidade do processo. As cordas que ela usam não só tramam em espaços arquitetônicos como também em telas de linho. Para essa arquiteta, entender o espaço é matéria condicional e guia a realização do seu trabalho em etapas. Os desenhos preliminares definem a lógica da estruturação e da forma da corda mas não definem o exato lugar de cada fio, deixando espaço para improvisos e surpresas durante a construção da Ciclotrama. Seja no espaço tridimensional da arquitetura ou no plano da tela, o trabalho de Janaina Mello Landini expressa a mesma tensão: a fusão do espaço e do tempo. Explicita referencia aos seus estudos em matemática e física. Tanto o suporte da tela ou o espaço é o receptáculo de uma sobreposição de camadas de fios trançados, ou como ela gosta de dizer, ciclotramados, criando um aspecto de espelho so seu próprio sistema, como um fractal. Esta entrelaçamento de torções constroem um percurso que tem como resultado um arranjo de unidades de força. A leitura desta trajetória recompõe a estrutura hierárquica desse perfeito equilíbrio considerando a interação de cada um dos fios. A artista não procura obter nenhuma forma especifica deste agrupamento de fios. O desenho final é livre à nossa própria percepção, interpretação e busca de significado. Formas naturais, árvores, órgãos humanos ... a visão da organização desses fios é transcendida por uma única e mesma dinâmica: a interconexão do movimento dos fluidos. E é precisamente estes fluidos orgânicos e naturais que refletem a base do trabalho de trabalho de Janaina Mello Landini. Neste combate corpo-a-corpo com o fio, ela modela seu movimento para clarificar que a transmissão de fluxos é similar a qualquer sistema. Como um palíndromo, seu trabalho oscila entre 2 ideias, uma entrópica relacionada a de desintegração do sistema, e uma entrópica, convergindo diferentes fatores ao equilíbrio, isso reflete a organização universal do mundo. Do centro para a periferia, do mínimo ao máximo, esta é a interdependência entre o indivíduo e o coletivo que Janaina Mello Landini articula em seu trabalho." “Take a rope and start weaving it. De-dividing and unbundling its components, over and over again, until you succeed in subdividing its unit into units. Continue by freeing these thousands of imprisoned yarns from their twists. Remove it from its weight and mass. In the end, what do you have left? A thread: an indivisible unit. It is through this deconstruction that Brazilian artist Janaina Mello Landini is looking for a way to connect the threads of the nylon, dipado or cotton strings she unweaves to finally weaves it again. Since 2010, this logic has been at the heart of his Ciclotrama series. A word she invented and which could be defined as follows: a succession of cycles (ciclo), wefts (trama) of threads unfolding in a continuous circle. The evolution of his work attests to the complexity of a technique in perpetual renewal, putting aside the apparent ease of this process. The strings she uses do not just weave in space but on a canvas. For this architect by training, an understanding of space is a material condition that guides the realization of her work in stages. A preliminary design defines the logic of the structure and shape of the rope but does not define the exact location of each thread, leaving room for improvisations and surprises during the construction of the Ciclotrama. Whether it is a three-dimensional architectural space or a canvas surface, Janaina Mello Landini’s work expresses the same tension: the fusion of space and time. Explicit reference to her studies in mathematics and physics. The support of the canvas is, therefore, the receptacle of an overlay of thread levels whose general aspect creates a mirror effect of its own system. This intertwining of torsions creates a path which is the result of a structure of complementary force units. The reading of this trace recomposes the hierarchical framework of this perfect balance that allows the interaction between each thread. From this aggregate of threads no form is really sought by the artist. The final performance gives free rein to our own interpretation. Our perception is thus free from any search for meaning. Natural forms, trees, human organs... the vision of the organization of these threads is transcended by a single and same dynamic: the interconnection of the movement of fluids. And it is precisely these organic and natural fluids that form the reflexive foundation of Janaina Mello Landini’s work. In this hand-to-hand combat with the thread, she models her movement to realize that the transmission of flows is similar to any system. Like a palindrome, her work oscillates between two entities, one entropic - deterioration of a system - and the other syntropic- converging action of different factors to the equilibrium; it reflects the universal organization of the world, which according to the artist results from their relationship. From the center to the periphery, from the minimum to the maximum, it is finally the interdependence between the individual and the collective that Janaina Mello Landini brings together in her works.”
- Ciclotrama 45 (universos paralelos) | MelloLandini V02
Ciclotrama 45 (universos paralelos) , 2015 180cm x 70cm 1,5 m of red nylon rope, 8mm diameter and golden nails on canvas and wood.
- Ciclotrama 161 (palindromo) | MelloLandini
Ciclotrama 161 (palindromo), 2019 120cm x 180cm handmade cotton rope on linen
- Ciclotrama 326 (cluster) | MelloLandini V02
Ciclotrama 326 (cluster), 2023 200 cm x 200 cm assorted yarns on linen
- Labirinto Sintropico | MelloLandini V02
Labirinto Sintrópico, 2016 Galeria Zipper , São Paulo, Brazil. Site-Specific Installation for solo show “Labirinto Sintró pico” Curated by Marta Ramos-Yzquierdo Photo: Gui Gomes / Video: Revista AMARELLO Labirinto Sintropico Texto: Marta Ramos-Yzquierdo Sintropic Maze Text: Marta Ramos-Yzquierdo … Primeiro, reconhecemos o espaço como o produto de inter-relações (...) Segundo, compreendemos o espaço como a esfera da possibilidade da existência da multiplicidade (...) Terceiro, reconhecemos o espaço como estando sempre em construção. Precisamente porque o espaço, nessa interpretação, é um produto de relações-entre, relações que estão, necessariamente, embutidas em práticas materiais que devem ser efetivadas, ele está sempre em processo de fazer-se. Jamais está acabado, nunca está fechado. Talvez pudéssemos imaginar o espaço como uma simultaneidade de estórias-até-agora”. (1) *Alguns dados antes de começar: 1. Na criação de um labirinto, os construtores usam uma série de algoritmos e combinações matemáticas na definição dos percursos nele traçados. Nos exemplos mais complicados, os chamados labirintos multicursais de múltiplas conexões, não existe uma única opção, sendo possível nunca encontrar o centro ou a saída. 2. A sintropia foi definida no campo da estatística, em 1988, como a medida do grau de “organização interna” na interação dos componentes que formam um sistema. A sintropia é o montante complementar à entropia, entendida como o grau de “incerteza”. Dessa forma, quanto maior é o grau da sintropia dessa organização interna, menor é a possibilidade do sistema colapsar. Vilém Flusser: tapeçaria, abstração e arquitetura ou representação, cálculo e filosofia O livro Flusseriana – Uma Caixa de Ferramentas Intelectual apresenta o pensamento do filosofo Vilém Flusser a respeito do conceito de “tapeçaria” como um gesto sobre uma estrutura. Aquele em que a urdidura oculta a trama, a estrutura da qual é parte. Assim, “uma tapeçaria urdida com o desenho de uma paisagem se constitui como a representação de um mundo externo e cria na parede a sensação de janela, o que nos faz lembrar de Arthur Schopenhauer com a sua ideia de “mundo como representação”. Ainda que possua um desenho abstrato, a tapeçaria é uma representação que se constitui como uma espécie de negação de sua realidade mais imediata – que é a trama na qual está assentada. Neste sentido, poderíamos tomá-la como contra-representação”.(2) Por meio do conceito de abstração e, sobretudo, pela capacidade de abstrair, Flusser analisa o embate do homem com o mundo. A aprendizagem é feita através de modelos codificados, com os quais tentamos estruturar o entorno e também a nós mesmos. Sobre essas construções, esses cálculos e a reconfiguração dos dados como se faz na álgebra, se organiza uma lógica para acessar a realidade. Nesse sentido, o cálculo seria não só uma abstração matemática, como também a base da contemplação das formas externas. O desafio seria, então, o uso da aptidão de calcular para a libertação das categorias, impostas desde o Renascimento e o Iluminismo. Nessa abstração existe a possibilidade de novos projetos, da negação do abismo e da aceitação da crise da linearidade, com a criação de novas relações. Essa particularidade da multiplicidade - nômade e migrante - das categorias é a mesma que Flusser identifica na arquitetura, pensada como estrutura modular, sendo ela mesma metáfora do pensamento na procura de uma nova forma de filosofia. Os três tempos ... Muda sua natureza e acrescenta suas conexões: nela, não há posições, só linhas.(3) No seu fazer artístico Janaina Mello Landini reconfigura as concepções da estrutura do tempo, no jogo das articulações do espaço. Cada um de seus trabalhos abrange três aspectos temporais que não podem ser esquecidos, e que, juntos, nos colocam ante um questionamento contínuo de estruturas aprendidas. O tempo empírico, em primeiro lugar. Existe uma consciência do tempo como vivência. A fonte para as representações é a contemplação, a ação empírica do olho da artista sobre a paisagem onde vive. No início foi o caminho que via no percurso de sua casa ao trabalho, em Minas Gerais. Os reflexos e luzes foram formando outro panorama – herança que ainda vemos na vibração criada pelo tratamento da cor das fitas e na tensão do elástico que compõem a instalação – uma estrutura abstraída em pixels que são a origem da série “Labirintos”, ao transferir sua experiência para a cidade. Uma urbe que não se constitui como definida ou única, mas como um labirinto randômico e rizomático, onde os planos e vistas se multiplicam e se fundem fora da disposição cartesiana. O tempo abstrato. A formação como arquiteta faz com que Janaina planeje cada uma de suas instalações e peças como um projeto. Uma abstração que através de cálculos estruturais e matemáticos, formalizam as concepções surgidas na observação. Nesse caso, as proporções de cada elemento que compõem o desenho deste labirinto seguem a sequencia de Fibonacci (0+1=1, 1+1=2, 1+2=3, 2+3= 5, 3+5=8, tendendo ao infinito). Mas existe outra lógica na composição, que engana nossa primeira percepção de estar na frente de um estudo clássico de perspectiva. As linhas desses labirintos não têm um ponto de fuga único, e não tem um só ponto de vista. Todas elas formam a visão do que a artista define como “poliolho”, resultando em uma grande “Ciclotrama” onde se unem todos os pontos de vista possíveis. Uma tentativa de “ver tudo” ou “de unir tudo, presente e passado”, que desagua na anulação da perspectiva. O espaço seria uma armadilha, como pode ser o labirinto. E, por último, o tempo histórico. Não o tempo da grande história, mas sim aquele que decorre na duração do trabalho manual, do tecimento da trama e da urdidura, aquele que provém da tradição das mulheres costureiras que lhe ensinaram a bordar. Seria aquele tempo dos pontos de vista que se contrapõem à perspectiva histórica, como falaria Maria Thereza Alves (4); ou que descreve Elizabeth Grosz, nas nomeadas arquiteturas do feminino, que baseadas no excesso, poderiam desestabilizar as noções patriarcais de espaço e tempo (5). É esse mesmo tempo que relaciona o trabalho de Janaina com mulheres artistas que já antes teceram alternativas na sua produção artística: Annie Albers, Louise Bourgeois, Teresa Lanceta, Gego, Claire Zeisler, Etel Adnam ou Sheila Hicks. Nelas se reclama um olhar outro, fora do pensamento hegemônico para a aprendizagem do mundo. Em seu labirinto sintrópico, Janaina Mello Landini nega os conceitos prévios de perspectiva e de sua construção, para mergulhar em sistemas de relações internos diversos, procurando novos saberes na fusão de jeitos de olhar e de trabalhar o espaço e o tempo. *Um último dado para finalizar: 3. Teseu saiu do labirinto de Cnosso logo após vencer o Minotauro, seguindo o fio do novelo que Ariadne tinha lhe entregado. ...First, that we recognize space as the product of interrelations (...) Second, that we understand space as the sphere of the possibility of the existence of multiplicity (...) Third, that we recognize space as always under construction. Precisely because space on this regarding is a product of relations-between, relations which are necessarily embedded material practices which have to carried out, it is always in the process of being made. It is never nished; never closed. Perhaps we could imagine space as a simultaneity of stories-so-far”. (1) *Some info before starting: 1. In creating a maze, manufacturers use a number of algorithms and mathematical combinations in de ning the paths traced within it. In the more complex examples, such as the so-called branching multicursal mazes with multiple connections, there is no single option and it may be possible to never nd the center or the exit. 2. Syntropy was de ned in the eld of statistics in 1988 as the measure of the degree of “internal organization” in the interaction of the components that make up a system. Syntropy is the complement to entropy, understood as the degree of “uncertainty”. Thus, the higher the degree of syntropy of internal organization, the lower the possibility of the system collapsing. Vilém Flusser: tapestry, abstraction and architecture or representation, calculation and philosophy The book Flusseriana – An Intellectual Toolbox presents the thoughts of philosopher Vilém Flusser on the concept of “tapestry” as a gesture upon a structure. The one in which the texture hides the warp and woof, the structure of which it is part. Thus, “a tapestry woven with the design of a landscape constitutes a representation of an external world and creates on the wall the feel of a window, which reminds us of Arthur Schopenhauer with his idea of ‘the world as representation’. Although it has an abstract design, tapestry is a representation constituted as a sort of denial of its most immediate reality - which is the threading upon which it is based. In this sense, we could read it as counter-representation”. (2) Through the concept of abstraction and, above all, through the ability to abstract, Flusser examines man’s clash with the world. Learning is done through encoded models with which we try to structure the environment, as well as ourselves. Upon these constructions, these calculations and the recon guration of data as is done in algebra, a logical frame is organized to access reality. In this sense, the calculation would not only be a mathematical abstraction, but the basis for contemplation of external forms. The challenge would then be the use of the ability to calculate towards the freeing from the categories imposed since the Renaissance and the Enlightenment. In this abstraction there is the possibility of new projects, of denial of the abyss, and of acceptance of the linearity crisis, with the creation of new relationships. This peculiarity of the multiplicity - nomadic and migrant – of categories is the same that Flusser identi es in architecture, viewed as a modular structure, being itself a metaphor of thought in the search for a new form of philosophy. 1. Doreen Massey, For Space, Sage Publications, London, 2005. 2. Siegfried Zielinski e Peter Weibel ed., Flusseriana – Uma Caixa de Ferramentas Intelectual, ZKM I Center for Arts and Media, Karslruhe, Vilém Flusser Archive at Berlin University of Arts, e Univocal Publishing, Minneapolis, 2015. 3. Mónica Amor sobre a obra relação da obra de Gego e Gilles Deleuze e Félix Guattari, Mil Platôs. Capitalismo e Esquizofrenia. “Another Geometry: Gego’s reticulárea, 1969- 1982.” October Magazine USA, Summer 2005. The Three times ... It changes its nature and adds its connections: In it there are no positions, only lines. (3) Janaina Mello Landini recon gures in her art the conceptions of time frame in the game set of space. Each of her works carries three temporal aspects that cannot be forgotten, and which, together, put forth a continuous questioning of seized structures. The empirical time, rst and foremost. There is an awareness of time as experience. The source for representations is contemplation, the empirical action of the artist’s eye on the landscape inhabited. At rst it was the path she saw on her route to work in Minas Gerais. The re ections and lights slowly formed another panorama – a heritage still seen in the vibration created by the color treatment of the ribbons and in the elastic tension composing the installation - a structure abstracted in pixels which are the origin of the series “Labyrinths”, by transferring her experience to the city. A metropolis that is not de ned or unique, but is constituted as a random and rhizomatous maze, where planes and views multiply and fuse outside of the Cartesian arrangement. Abstract time. Janaina’s architecture academic background leads her to plan each of her installations and pieces as a project. An abstraction which, through structural and mathematical calculations, formalizes the ideas risen in observation. In this case, the proportions of each element making up the design of the labyrinth follow the Fibonacci sequence (0 + 1 = 1, 1 + 1 = 2, 1 + 2 = 3, 2 + 3 = 5, 3 + 5 = 8, tending to in nity). But there is another logic in the composition, which deceives our rst perception of being in front of a classic study of perspective. The lines of these labyrinths do not have a single vanishing point, nor do they have a single point of view. They all form the vision of what the artist de nes as “poly-eye”, resulting in a large branching where all possible points of view come together. An attempt to “see all” or to “unite all, present and past,” which ends in an annulment of perspective. The space would then eventually be a trap, just as the maze might be. And lastly, the historical time. Not the time of the grand history, but the one running during the manual work, the weaving of the warp and woof, the one originated from the tradition of seamstresses who taught her to embroider. It would be the time of opposing points of views to the historical perspective, as would put Maria Thereza Alves (4) ; ; or the time described by Elizabeth Grosz in the named female architectures which, based on excess, could destabilize the patriarchal notions of space and time. It is this same time that relates Janaina’s work to other women artists who have previously woven alternatives in their artistic production: Annie Albers, Louise Bourgeois, Teresa Lanceta, Gego, Claire Zeisler, Etel Adnan and Sheila Hicks. They all plead for another perspective for learning the world, outside of the hegemonic thinking. Thus, the three approaches in the syntropic labyrinths of Janaina Mello Landini deny the previous concepts of perspective and their construction, so as to delve into the various internal relations systems and seek new knowledge in the fusion of perspectives and in working with space and time. *One last info to finish: 3. Theseus came out of the labyrinth of Knossos after defeating the Minotaur, by following the thread that Ariadne had given him. (1) Doreen Massey, For Space, Sage Publications, London, 2005. (2) Siegfried Zielinski e Peter Weibel ed., Flusseriana – Uma Caixa de Ferramentas Intelectual, ZKM I Center for Arts and Media, Karslruhe, Vilém Flusser Archive at Berlin University of Arts, e Univocal Publishing, Minneapolis, 2015. (3) Mónica Amor sobre a obra relação da obra de Gego e Gilles Deleuze e Félix Guattari, Mil Platôs. Capitalismo e Esquizofrenia. “Another Geometry: Gego’s reticulárea, 1969- 1982.” October Magazine USA, Summer 2005. (4) Maria Thereza Alves, Canibalismo no Brasil desde 1500, Periódico Permanente, n.4, 2013. www.forumpermanente.org/revista/numero-4/textos/canibalismo-no-brasil-desde-1500 (5) Elizabeth Grosz, Architecture from the Outside, The MIT Press Cambridge, 2001.
- Ciclotrama 102 (aglomeração) | MelloLandini V02
Ciclotrama 102 (aglomeração), 2017 125cm x 125cm 2 m of blue nylon rope, diameter 18mm over brown linen Photo: Gui Gomes
- Ciclotrama 308 (cluster) | MelloLandini V02
Ciclotrama 308 (cluster), 2023 14 0 cm x 206 cm assorted yarns on linen