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Ciclotrama 142 (matupá)

SITE-SPECIFIC

Exposição Coletiva,
"Entre Elas"

CURADOR

Maria do Mar Guinle

ANO

2019

LOCAL

Galeria Amélie du Chalard, Paris, França

SÉRIE

DIMENSÃO

Variável

MATERIAIS

7 Ciclotramas flutuantes
da série "flutuante"
fios de algodão cru sobre linho

CREDITOS

Foto: Galerie Amélie du Chalard

SOBRE ESTA OBRA

Texto de Janaina Mello Landini

Desde tempos imemoriais, o destino dos homens sempre esteve associado ao das árvores de maneira indelével e evidente, mas hoje devemos nos perguntar sobre o futuro de uma humanidade que rompeu com esse elo. Ninguém pode ignorar as conseqüências crescentes do desmatamento global no contexto de uma trágica perversão das relações homem x natureza. Veja a negligência da floresta Amazônica pelo atual governo brasileiro. Essa proposta visa reviver o arquétipo da árvore, um dos símbolos mais presentes nas mitologias, tradições, religiões, proto-civilizações e que persistirá necessariamente na imaginação coletiva da humanidade. No entanto, aqui não vemos a conexão entre o céu e a terra como nas árvores cósmicas, nem as trevas da floresta de Dante. Esta Ciclotrama é uma floresta infinita e flutuante, não toca o chão. Se conecta a um tecido acima do alcance do homem, da relação do homem. É um outro tempo, é o agora ou o tempo quase ido. *Os Matupá são ilhas de vegetação flutuante encontradas no lagos de várzea na Amazônia central brasileira.
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